4 de dezembro de 2011

Sobre tempo, desejo e paz

Desejo um elo. Eu e você pro que der e vier. Um lugar onde o encontro e o aconchego é certo. E nesse lugar tudo do nosso jeito, nossos gostos tortos e ajeitados, hora coincidindo em tudo, hora tudo do avesso, com a delícia de quem dá espaço pra o outro "ser" e acha tudo uma graça. Mesmo que nem sempre combine, mesmo que nem sempre se entendam. Desejo nesse lugar um monte de coisas simples, preguiça de fim de tarde, banho de chuva no quintal, filme e pipoca no sofá, esquentar as cacholas pra resolver os pepinos, mais 5 minutinhos de sono, mobília de gostos misturados. Cedo, tarde. Quando é cedo? Quando é tarde? Que raio de hora certa é essa?

Desejos... é o que sinto e não controlo. Não quero controlar porque pela primeira vez desejo tudo com uma calma absoluta como se tivesse a grande ampulheta que controla o tempo todo bem aqui nas palmas das minhas mãos. Além da calma, sinto paz..



30 de junho de 2011

Delírios etílicos de corações da meia-noite

Um apartamento num arranha-céu, perdido no alto duma cidade embriagada pela noite.
Na mão direita um copo meio cheio. Ou meio vazio. Isso agora tanto faz. É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.
A outra mão perdida pelo corpo hora repousa na cintura, hora pára a caminho do quadril. Só quando o pensamento inquieto chuta o cérebro grávido de ansiedade é que a mão passea pelos cabelos mudando o sentido dos fios, procurando no desalinho a resposta para aquela ânsia sem nome.
A sala na penumbra. Na meia-luz preferida dos pensantes noturnos.
A roupa, aliada, mau existe. Só a calcinha e a regata leve. Os pés no chão.
A paz, necessária para aquietar o coração, não foi trazida pela bossa suave que cortava a sala. E o Chico entrando pelos poros de mansinho e fazendo, menino tímido, a mulher indecisa querer dar asas ao impulso que a faz andar às tantas das horas pela sala.
A parede de vidro mostrando as luzes ao longe, provando que nem toda cidade dorme. Há sempre um par inquieto para seu par de olhos abertos.
É quando aqueles dedos repletos de sensualidade pálida e fina, tocam a campainha.
O olho espia pela visão mágica através da porta e do outro lado revela-se o não anunciado como em edifícios de novela.
Aí já não há mais o que pensar, vou abrir a porta pra você entrar. Que a moça com o copo cheio de ar sou eu. E o Chico já não via a hora de você ter coragem de chegar pra ele poder cantar pra dois.


12 de junho de 2011

3 palavras, 7 letras

Agora todo dia quando acordo é pra sentir a sua falta.
Esse dia poderia ser seu comigo, e se não for, não será meu com mais ninguém.

Todo dia eu penso em fotografar o seu sorriso, porque ele tem cantinhos que eu nunca tinha visto em ninguém. Porque ele espanta a nuvenzinha negra que chove em cima só da minha cabeça e porque ele é tão de criança que compete com o meu.
Sua fala também é de criança, tem pureza.

Também penso em poder te entregar todos os meus pensamentos porque acho que você encontraria todas as certezas sobre alguém te querer de verdade e nunca mais você precisaria pagar pra ver.
Eu jamais te cobraria pra mostrar.

Dizem que cai bem presentear nestas datas, que todo presente fica mais especial. Então quero te dar um presente, mas não quero que seja um presente que alguém já possua... Se as estrelas fossem alcançáveis muita gente já as teria e o brilho delas não seria mais tão especial.
Mas elas não são e ninguém nunca ganhou.

Por isso saiba que este é o meu presente pra você. Aquelas 3 estrelas chamadas Maria, que brilham enfileiradas e que foram minhas em segredo durante toda a infância, agora são suas. Cuide bem delas, eu as guardei por muito tempo porque sabia que só podiam ser dadas à alguém como você.
Todos os dias quando olhar para elas lembra que foi o presente mais importante que já dei. E quando a noite não estiver estrelada, não fique triste. São só as nuvens tapando sua visão. Então, dê esse seu sorriso espanta-nuvem que todas as estrelas aparecerão. E as 3 Marias que eu te dei estarão sempre lá.

Feliz dia dos namorados que ainda não somos, mas que eu não consigo parar de esperar.

3 palavras, 7 letras.

23 de maio de 2011

XXY

Sinopse:

Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

Um filme, no mínimo, sensível e delicado, como todo bom drama.

Lançamento: 2007 (Argentina, França, Espanha)
Direção: Lucía Puenzo
Atores: Ricardo Darín, Ines Efron , Valeria Bertucelli, Germán Palacios.
Duração: 86 min
Gênero: Drama
Fonte: Adoro cinema


9 de março de 2011

Mas é melhor ser o que eu sei ser


É melhor, não é mais fácil.
Porque assumir ser o que você sabe ser, pode te colocar em um exercício sobre-humano de coragem, de aceitação, de se encarar no espelho. E a gente passa muito tempo se encarando no espelho e tentando ser uma determinada pessoa, e no fundo, é só porque a gente não conhece a pessoa que a gente é.

Eu estou ouvindo a playlist do blog do BHY, e tem muita coisa que eu nunca ouvi antes. E eu gosto e acho a trilha sonora perfeita, mas não é eu. É ele. Eu assumo os gostos dos outros porque eu ainda sustento aquele discurso de que nasci na época errada e tudo de antes parece se encaixar melhor em mim do que as coisas de agora. Isso deve ser a maior desculpa que já inventei pra não ser eu mesma.

Nos último dias eu pensei demais em como eu deveria ser ou agir, qual seria a melhor fórmula. Não por medo de não-aceitação, mas para saber como deixar o outro à vontade e impedí-lo de ir embora. Mas não existe fórmula.
O que eu sei é que tudo está entrelaçado e tem poder de interferir no "quem você é". A pessoa que você amou de verdade é justamente aquela que vai endurecer seu coração. Mas se você procurar aí dentro e tiver coragem de baixar a guarda mais uma vez, ainda vai encontrar aquela bondade e ingenuidade que você pensava ter perdido. E ainda será possível dar isso à alguém, mesmo que você pense que pode ser passado pra trás, machucado ou que vão se aproveitar do que você dá, só porque nunca se sabe quando se vai encontrar alguém de coração aberto de novo. Mas existe o "se" e sempre se ganha muito mais do que se perde quando se aposta no "se". Então eu joguei fora toda aquela baboseira do "nunca vou amar de novo como antes", porque a melhor coisa que o novo trás é justamente tudo ser NOVO.

O novo é sempre um risco, e mesmo quando se perde, se ganha algo.

Quando parei pra enxergar de verdade, vi que aquele coração que sempre esteve aberto ao contrário da cara fechada que é só o que a maioria enxerga e se intimida, era meu mesmo. A bondade e braço estendido e as chances de me provar o contrário, nunca tive dúvidas que eram meus. Aquele medo bobo, felizmente nunca me permitiu sufocá-los.
A persistência também é muito minha. Eu não sabia. E esse jeito de ver com outros olhos, de enxergar beleza na imperfeição, de acreditar e apostar no que ninguém mais apostaria, esse é meu maior tesouro.

E digam o que disserem, principalmente essa voz desistente que às vezes me mora, eu sou desse meu jeito. Não sou perfeitinha, não sou linda, não sou santa, boba ou 'boazinha', não sou engraçada, nem muito extrovertida. Sou eu. E eu vou te dar muitas chances, mas posso te ferir bem fundo se as chances acabarem. Espero nunca precisar.

Mas o amor que acredito, é sublime. O coração está sempre aberto. E isso não me faz tola, não há nada de mau. Eu me aceito.

Encontrei onde mora minha fé: no amor, nas pessoas, no acaso.

30 de dezembro de 2010

Fique mais

E eu tinha pensado em te ouvir cantar aquela música que escreveu pra mim. Pensei em pegar aquilo que fiquei sem jeito de pedir. Pensei que a gente podia eternizar aquelas borboletas onde se sente o pulso. Eu pensei em um monte de coisas posando de adolescente no quarto. Eu sei que pode haver outras vezes, se eu souber administrar algumas impossibilidades. Eu só tenho medo de esperar por elas.

Mas foi tão lindo te ver definir o momento com cara de quem acompanhou uma artista por muito tempo e, de repente, se via ao lado dela no backstage...

Seja como for, eu estava pensando em você ficar um pouco mais...

1 de dezembro de 2010

La musica que soy


Todos os dias venho aqui, sento na mesma cadeira,
No bolso do capote tenho o segredo do teu sorriso,
É cedo pro suco de laranja e acho que me atrasei pro vinho,
Quem sabe um dia...

"Regue suas plantas,
"Proteja os animais,
"As borboletas dão o tom do vento (colorido)...
"O teu desenho tem um branco que me cai bem...

Sei que a mesa não é pra dois,
Mas a correnteza sempre leva o que ta solto...
Se quer saber, eu quero a tua mão pra um café
Com afeto e açúcar...


"Café"


"Porque a gente não pode morrer sem que alguém nos faça uma música..."

£i3

5 de setembro de 2010

Só isso

Só pra você saber que sinto sua falta como quem sempre teve sede enquanto navegava sem rumo. Só pra que você não se sinta tão só aí onde está, no futuro. Não desejo pra você o que mesmo construí para mim, esse muro. Que não ultrapasso, tampouco deixo de ficar. Tenho medo de cair. Logo eu, que tanto sei da altura do abismo de onde mirei, e me acostumei a não ficar, mesmo sem sair do lugar. Eu vi tudo o que devia fazer. Só não soube como chegar até você, do outro lado, entre névoa e dias no calendário. Pular? Voar? Gritar? Você, que não sabe o que dizer, já que sua voz, tão linda, não é comprida, não se cale. Quem sabe me contando o que nunca ouvi, eu vou saber escolher o que é caminho? Talvez deixar de perceber o que finge ser ramo, mas é, desde sempre, espinho. Guardo pra você no lado mais claro de minha memória uma floresta. Que vai lhe receber com flores de braços abertos. Que vai lhe afagar com brisa e riacho. Que vai apontar todas as árvores em que escrevi seu nome com o mesmo galho do qual fiz ninho, fogueira e desatino. Quando você chegar, não precisa bater na porta. Sem cerimônia, entra direto a minha sombra esquerda e me acorda. Estou de olhos abertos, não te enxergo. Estou de olhos fechados, sei que você está por perto.

por BHY
http://bhy.tumblr.com

18 de maio de 2010

O dois de maio, hoje

Dois de maio de 2010 - Nando Reis - Citibank Hall SP

E o ingresso comprado dois meses antes da data tinha um significado bem maior do que a apreciação de um show. Era um encontro cara a cara com as palavras e as melodias que me boliram por dentro de muitas formas, revivendo lembranças e sensações, remontando significados e desconstruindo-os também, algumas vezes ajudando a organizar a bagunça que ficou, noutras desvirtuando certezas já quase convictas.

Mas mais do que isso, era parte de um enterro simbólico que eu só não tinha percebido que já havia acontecido a muito tempo e só eu ainda estava velando um corpo que nem mais existia. Um corpo que já tinha reencarnado, reencontrado a vida, cortado o cabelo e estava sendo feliz. Que nâo tinha mais significado pra mim.

E eu? Eu também já havia me encontrado em outro porto. Num desses portos sem vagas para ancorar, mas que assim como uma cia aérea que só é feliz com overbooking, esse porto também não tinha vagas mas me chamava pra ancorar meu barquinho. E eu fui, porque não seria eu se recusasse.

Mas o fato que o show, desde a hora em que eu pisei meus pés naquele espaço e vi aquelas luzes no palco, saquei que a relação dele com mortos ou fantasmas era nula, o show pulsava vida. Uma vida que não pulsava necessariamente dentro de mim, mas que tinha uma ligação bonita com algo lá fora. E era algo de que eu não tinha certeza ou nem mesmo esperava ou queria ter, a ligação era mais forte do que isso. Ela não precisava motivos, ela era franca. Ela era por minha conta e risco e eu não devia cobrar nada. Era incondicional e livre. E porque eu tirei de mim a liberdade que isso tinha, precisei agora decidir abrir mão.

E eu poderia dizer que faria de novo se o tempo voltasse para trás porque gosto até dos erros dessa vida, mas a real é que não quero que tempo nenhum volte. Que história nenhuma, seja ela longa ou corriqueira, se repita. Eu quero só o novo. Eu quero só o eu. E era isso que todas aquelas letras, seja de Nando, seja de Chico, de Marisa, Maria, Vanessa ou Cat estavam gritando a toda altura: não encontra nada lá fora quem não se encontra, primeiro, em si mesmo.

E se a pergunta me gritasse novamente "Quem vai dizer tchau?" eu responderia sem titubear que esse alguém sou eu. Sou, assim no presente. O meu tchau é agora.

"E se um gênio perguntasse quais seriam os meus três desejos..." o primeiro eu pediria convicção, pra seguir sem voltar atrás ou ser arrastada pra longe do que preciso pelo que só parece bom. O seguinte segundo desejo... reencontrar aquele eu que perdi, que sabia não se magoar tão fácil ou se contentar com migalhas possíveis, ainda que fossem bonitas. E o último complexo honesto e genuíno é quase plágio: amar sem precisar da dor, querer sem me apossar. Mas me enchergar em primeiro amor. Como eu já soube ser um dia...

Para ler ouvindo: Os Cegos do Castelo - Nando Reis

6 de abril de 2010

A culpa é minha

Então fica assim...

Me reencontrando e me perdendo, vou vivendo... Me enxendo do que não me serve e me esvaziando (não sem muita dificuldade) do que penso me servir, que é pra ter espaço e caber aquilo que faz sentido ficar. Vou levando...

Libertando meus impulsos, esquecendo meus discursos, ignorando meus soluços, meus próprios apelos, deixando que provem levianamente meus temperos, que me digam o que faço, o quanto eu valho (e oferecem sempre menos). Vou vivendo...

Respirando conflitos alheios, esperando ultimatos, implorando por aceitação e indultos que nunca vão ser suficientes. Vou me perdendo...

Se antes, bem antes, não sabia dar aos outros um tímido não, hoje o maior rival é não saber dizer um não necessário a mim mesma...

A pata e a galinha como filosofia de vida

Amiga:
Hoje eu ouvi uma história tão engraçada...

Kaká:
Como era?

Amiga:
Estava conversando com a assessora do secretário de educação e estávamos falando que no município tem muita gente boa, capaz e que desenvolve um ótimo trabalho. Só que isso não é divulgado, ninguém nunca sabe... Ai ela me falou assim:
"É porque essas pessoas são 'patas', somente no dia que aprenderem a ser 'galinhas' terão o reconhecimento pelo ovo.

Kaká:
Não entendo... rs

Amiga:
Nem eu na hora entendi, tive que rir. Ela explicou:
"Você já viu como pata coloca ovo?
(Nunca vi, mas sei que é muito grande porque já vi um...)
E você vê pata fazendo algum barulho?
(Nunca ouvi falar que pata fizesse barulho quando bota ovo...)
Aí que está! A pata não faz barulho nenhum e coloca um ovo enorme, mas a galinha canta a quatro cantos que colocou o ovo, mesmo ele sendo pequenino. Então, infelizmente (ou não) temos que ser mais 'galinhas' e mostrar para todo mundo o nosso trabalho, às vezes só assim consegue-se o reconhecimento."

Kaká:
(...)

Amiga:
Para vc ver como funciona a cabeça de uma pessoa... Vai raciocinando até resolver que pata é exemplo para filosofia de vida!

Kaká:
Ou botar um ovo!

Amiga:
Ou virar galinha...


PS: Conversa fiada de msn em 29/04/09, com amiga querida. Porque rir é sempre bom.

30 de março de 2010

Lovegame

E ela que chegou a aceitar que jogos de sedução não eram nocivos. Que poderia entrar e sair, usar e ser usada e ainda assim, continuar intacta. Ela que, mesmo não se falando apenas em jogos, sempre soube estar por cima. Ditar as regras, puxar e afrouxar a corda controlando até que ponto o outro podia se aproximar e assim manter a guarda, cultivar a distância segura.

Julgamentos nunca fizeram sua cabeça, porque pra ela, cada um sabe o tamanho da liberdade que precisa e não acha que se deve aderir a qualquer definição boba que se tenha sido imposta. Definições sobre o que é errado, o que é certo. Cada um conhece seus prórprios erros e não é preciso que se evidenciem atos alheios. E por pensar assim, ela está sempre tão aberta. Ela joga as cartas que tem na manga, guarda os curingas para gran-finales. Ela se deixa seduzir. Cautela a muito tempo se perdeu. Ela dança conforme a música lenta e suave que cairia perfeita com uma meia-luz. Ela sabe que de algum jeito, todo cair do cavalo, quando há, ensina alguma coisa positiva. Não tem medo dos tombos, veio mesmo pra cair.

E ela tem vivido tantas vidas, mesmo não sendo velha, que talvez não fosse ela se não se atraísse por essa. E então é dominada por essa mansa loucura que ocupa seus dias. Sabe tudo e não sabe nada de quem a lança num redemoinho e lhe suga a calma, tira o chão, causa uma ponta de depêndencia, segundos de ódio, adoração e a mais doce agonia e depois vai embora, como não era segredo que iria. Mesmo sabendo que, não demora, estará de volta...

Porque certos lovegames, ah, não são findos...

10 de março de 2010

À toda Beatriz

E todo mundo tem uma vida de atriz.
Tem um rosto de princesa.
Tem beleza de deixar de boca aberta..
Todo mundo tem um brilho que quase cega.
Frases dignas de filosofia.
Todo mundo desafia.

Desfila.
Encena.
Acena.

Precisa só que se bote reparo com um pouquinho mais de... intenção.





PS: Beatriz com voz de Milton e letra de Chico

15 de fevereiro de 2010

Blues de Carnaval

Eu não vou falar mal do Carnaval. Nâo vou criticar a alegria programada de ninguém, nem a fantasia relavada com águas passadas, nem as marchinhas decoradas ou mal improvisadas que os foliões da 'minha rua' decidiram adotar pra esconder que na verdade, tem é medo de dizer que o Carnaval agora é triste.

Triste porque não tem mais o colorido de outrora. Não tem mais os sabores que vinham de tão longe e chegavam de manhãzinha trazendo consigo promessas de dias inesquecíveis. Não tem mais as mil e uma fantasias. Não faz mais rir o riso leve, as tantas gargalhadas intensas. Não faz mais a gente ser criativo, pintar um ao outro com tinta acrílica, modelar boneco passista com mãos experientes. Não transforma tudo em brincadeira como antes.

E eu não vou usar da mesma tática pobre de falar mal do Carnaval, de sujar suas plumas, mesmo que hoje elas não enfeitem mais nossa avenida. Porque eu vou sempre lembrar de um tempo em que transformávamos uns poucos dias de folia sem sentido em algo, que querendo muito, ficará pra além do tempo. Que vai trazer sorrisos aos nossos lábios, ternura à nossos corações, sentido aos nossos Carnavais passados quando o lembrarmos. Mesmo que eles tenham terminado. Mesmo que nenhum Carnaval seja mais como outrora. Mesmo que já nem se façam mais Carnavais por aí.

E se não fizerem, eu não vou inventar Carnavais de mentirinha. Não vou vestir as plumas que não me cabem, nem me pintar de cores que não gosto. Porque qualquer máscara no espelho é esconde-esconde com a gente mesmo. É mentir pra quem sabe as verdades até nas entrelinhas.

Talvez eu saia em um bloco por aí num Carnaval fora de época e beba um pouco, dance muito e volte feliz. E tudo isso será branco. Pois sei que não será porque eu quis fingir que o Carnaval não fez todo sentido, será justamente por saber que o Carnaval que deu sentido aos Carnavais tá bem guardado na minha memória e nada desfará a grandiosidade que ele teve, e por isso, seria livre para experimentar de outras festas com a leveza de quem sente as coisas por inteiro e com 'verdade'.

"Carnaval, carnaval... eu fico triste quando chega o carnaval." Luiz Melodia

30 de dezembro de 2009

Quanto ao Futuro

É, mais um ano se foi... E como todo final de ciclo já é costume a gente se pegar fazendo listas, mesmo que mentalmente, de todas as promessas, desejos, metas para o ano que se aproxima... E que provavelmente a gente nem vai se lembrar depois dos 3, 2,1 da virada.

Já nos acostumamos também a não refletir sobre o que foi conquistado nesse ano, tudo que aprendemos, que acreditamos e lutamos para ter... Mesmo que sem êxito total, mas que com certeza nos ajudou a crescer mais um pouquinho.

E junto com o costume adquirido e o esquecimento vamos perdendo o real VALOR do ano que se viveu e ganhando a sensação de tempo perdido.

Por isso meu desejo mais cheio de alma é que você deixe um pouco de lado a idéia pré-concebida de que a vida se conta pelos anos e viva o inteiro. Onde o ontem, o hoje e o amanhã são o mesmo tempo e você pode aproveitar para VIVER sem tantos planos, se permitir, ser você e melhorar no AGORA, que é melhor do que esperar pelo futuro.

Desejo que você esteja aberto a experimentar, a descobrir e a errar tendo humildade suficiente pra voltar atrás, pedir perdão, começar de novo... Inove, viva o hoje ao máximo sem perder seu foco, mas não se baseie tanto num ano que ainda está por vir.

Te desejo coisas lindas, amor que não pode faltar a ninguém, energia branca e positiva, paz de espírito e também paixão, trabalho e alguma dificuldade no seu caminho pra enlouquecer seus dias e te fazer ver o quão vivo você está. Saúde, sorrisos, amizades verdadeiras. Que sejas verdadeiro. Que sua estrela brilhe cada dia mais forte e que acima de tudo esqueça os padrões, as tantas regras, as ditaduras do que for... E seja inteiro, sem se preocupar com definições ou se é certo. Viver é incerto.


Feliz Dois Mil e ...

16 de novembro de 2009

Minha voz alta e muda


"As palavras são assim, disfarçam muito, vão-se juntando umas com as outras, parece que não sabem aonde querem ir, e de repente, por causa de duas ou três, ou quatro que de repente saem, simples em si mesmas, um pronome pessoal, um advérbio, um verbo, um adjetivo, e aí temos a comoção a subir irresistível à superfície da pele e dos olhos, a estalar a compostura dos sentimentos, às vezes são os nervos que não podem aguentar mais, suportaram muito, suportaram tudo, era como se levassem uma armadura, diz-se A mulher do médico tem nervos de aço, e afinal a mulher do médico está desfeita em lágrimas por obra de um pronome pessoal, de um advérbio, de um verbo, de um adjetivo, meras categorias gramaticais, meros designativos, como são igualmente as duas mulheres mais, as outras, pronomes indefinidos, também eles chorosos, que se abraçam à da oração completa, três graças nuas sob a chuva que cai."

José Saramago - trecho Ensaio Sobre a Cegueira


Porque eu gosto de ouvir as palavras alheias como quem recebe e descobre, atento e curioso, um presente inesperado, que no entanto, estava sempre à espera, sempre sabendo que a qualquer momento iriam aparecer e é quase um pecado perder o momento.
Às vezes quase me convenço de que as palavras que dedicam a mim, me traduzem... ensaio pomposa um caprichado sorriso em frente ao espelho imaginário pra depois voltar, com os mesmos míopes olhos apertados, a atenção ao trabalho que me leva o fio de alternatividade que ainda me resta... Não levo comigo pra sempre porque não vou me convencer de que sou só aquilo que enchergam... não é possível, tem de haver mais, eu não vim aqui pra isso.. pra isso. Que eu poderia me esforçar e arrancar da manga uns pares de palavras traduzidoras das minhas impressões sem morrer por isso, claro, poderia... mas já tantas outras coisas no caminho espremem litros de caldo riquíssimos que temos dentro da gente sem nunca prometer trazer de volta, que seria outro pecado se condicionar até no que a gente tem de mais profundo... Sim, silêncio não faz mal. Silêncio não afasta o que realmente veio pra ficar. Silêncio da gente poucos ouvem, silêncio do outro é preciso ser metade ele pra poder ouvir. Silêncio fala pelos quatro cantos e às vezes é até insuportável ouvir tanta eloquência... mas só quem tem as pazes feitas com o silêncio, ouve coisas tão multiplicadoras.
E embora eu me contradiga quando digo que amo ouvir palavras de verdade e ao mesmo tempo ouvir o silêncio que fala tanto, não acho que seja difícil de entender... que ser humano não corteja o equilíbrio?...


"Há uma maçonaria no silêncio que consiste em não falar dele e de adorá-lo sem palavras." Lispector, Clarice

24 de outubro de 2009

Ler a capa e julgar o livro


Devo confessar que em determinados assuntos eu vou totalmente contra meu discurso e julgo sim o livro pela capa. Neste caso, o filme pelo nome. Sim, porque um filme intitulado "O Som do Coração" não me desperta absolutamente nada, e vamos combinar que sentir "nada" é pior do que sentir coisa ruim...
Exatamente por isso minha empolgação era tanta que o dvd, emprestado, ficou dias e dias na gaveta. Simplesmente não lembrava de assistir. Aí que como não tinha nada mais interessante pra fazer nessa tarde de sábado, lá fui eu.
Claro, mordi a língua doído!
(...Onde você esconde seu preconceito? Resposta: eu não escondo!!!)
Nâo fiz comparações com os demais da minha lista de preferidos, nem tampouco, procurei saber quantas estrelinhas os críticos jornalísticos atribuíram a ele... O fato é que não gosto muito de filmes com historinhas açucaradas, cheias de romances, contos de fadas e finais felizes. Gosto de histórias. Coisas que tocam lá no fundo, que despertem algo, que chegam perto de alguma verdade pessoal, imagens de prender o fôlego, trilha sonora e atuações sensíveis e delicadas... e sem nenhuma pretensão de bancar a cinéfila crítica-conhecedora-da-nata-cinematográfica... Gosto do que gosto. Ponto. E do começo ao fim esse filme me prendeu com uma sensibilidade que a muito não via e que sempre procuro.
Fez pensar... Até onde a herança genética pode determinar qual o ritmo que nos fará vibrar ou qual caminho iremos seguir? Se ela que determina é sim possível que pessoas com o mesmo laço sanguíneo sejam tão parecidas mesmo não tendo nunca se visto na vida, mas o que prova isso se ao mesmo tempo há parentes que conviveram desde sempre juntos e são completamente diferentes? E pessoas que não possuem esse laço vermelho, porém, perdem a conta de quantas vezes disparam juntas a mesma frase? O que fala mais alto? O sangue que corre ou o que se aprende com o tempo? Que força pode ter essa ligação?
Já é a terceira vez num curto espaço de tempo que mau julgo precocemente algo dessa natureza e termino por morder a língua.
Estou aprendendo...

video

Sinopse, direção, elenco, etc: Clique aqui

28 de setembro de 2009

Vermelho da cor do céu

O céu desse minuto está vermelho. A última vez que vi o céu nesse tom de vermelho-triste foi a muito tempo e eu não passava de uma criança absmada e retraída que queria dizer pra todo mundo que aquele céu estando vermelho daquele jeito a deixava num estado de melancolia gratuita. Mas que ficou quieta com certa tontura, porque na verdade não conhecia (assim como ainda hoje não conhece) as palavras certas pra dizer o que sentia. Nem tampouco tinha quem lhe entendesse o sentimento, apesar de haver tantas outras crianças em volta.

Mas assim como agora, o vermelho daquele céu foi embora com a mesma rapidez com que chegou, certamente passando tão despercebido por quase todos como naquele dia da minha infância do qual eu nunca tinha me lembrado até então.

Eu não me lembro de muitas coisas da infância, além de flashes de memória que não se encaixam como num quebra-cabeça faltando peças. Eu percebo que certos tons de céu são tão raros quanto estrelas cadentes e vão demorar pra acontecer de novo, mas eles voltam. Como os mesmos sonhos que se repetem desde pequena e acabam me acordando sempre no mesmo ponto... Assim também fiquei com o tom de vermelho triste do céu de hoje... melancólica, abobada, tonta... sem ter pra quem dizer que embora não fosse possível de fazer sentido, aquele céu queria dizer algo...

21 de setembro de 2009

Feliz Idade Nova

E aí você está psicologicamente abalada porque está ficando mais velha e pra completar é uma idade par, que assim como todas as idades pares, sempre chega pra detonar e te puxar o tapete em mais um ano da sua vida... mas mesmo assim você manda vir o bolo, varre o grosso da sujeira pra debaixo do tapete, acende um incenso e convida os chegados pra cantar no videokê na intimidade do seu lar... Tudo lindo, tudo assim cor-de-rosa-chiclete! Até você receber depois por e-mail as impressões de um grande amigo, que num momento de extrema criatividade e ócio, resolve tecer uma crônica sobre o que foi pra ele o seu aniversário...

Eu só sei que nunca ri tanto nessa minha vida! Sem comentários...
Alan, querido... você ahazza!


"Crônicas de um sobrevivente - "Robs Embu's Tour 2009, eu fui!!!"

"Volta o Sobrevivente para contar mais uma crônica, dessa vez uma crônica mais evoluída, fora das paredes do doce e animado lar do ME.

Todo mundo sabe que não é muito fácil ser homem em pleno século XXI. E quando fui expulso de lá de cima, o ‘grandão’ que mandava e desmandava literalmente me mandou pra provar que sou sobrevivente. Não, não agüentaria uma vida ‘no limite’ até mesmo porque colchão e xampu são imprescindíveis na minha vida. Porém, se tem uma coisa que me maltrata e muito é o ar bucólico, eu até agüento, por um dois... segundos! Mas depois disso já sinto falta de um pouco de poluição passando pros meus pulmões...

A semana tava até que indo bem, quando chega no meu e-mail um convite que me fez tremer na base: festa de niver da Robs... NO EMBU! (O.o) E agora? Ir ou não ir? IR!
Mas é interior... olhei quanto tava custando um bom repelente, mas pensando bem... pra quê, não é? Afinal, não poderia ser tão ruim assim.
Sábado lindo e eu doente e duro de preguiça. Okay, okay, acordar, tomar banho, escolher a roupa do dia. Nhagora? ‘MIIIIIIIIIRIAM?!’

Eu: Mi, eh festa da Robs, com que roupa se vai?
Mi: Oh, ce sabe como eu gosto de mostrar meu niños, mas como vai estar a família dela, então eu vou com um vestidinho e vou cobrir eles.
Eu: Então, tah, vou de azul e branco porque me deixa com cara de ‘bom moço’.

Provei o guarda-roupas quaaase todo e não achei nada que realmente me deixasse com cara de ‘bom moço’. Pelo sim pelo não, coloquei minha bermuda xadrez da última estação, com uma babylook azul bebê e meu meeegga All Star branco (comprado recentemente em duas vezes no cartão!). Pra completar o visual meu megga óculos escuro aviador de lentes fumê vinho e fui lindo pegar minha Mercedes pra deixar meu irmão na casa da minha vó. Tava maior trânsito e não sei como, mas parece que todos os pobres que moram lá pelos meus lados resolveram sair na mesma hora, porque a perua tava bombando, mas como eu tava sentado, dormi. Resumindo... Deixei meu irmão na casa da minha avó e peguei outro ônibus pro terminal Sto. Amaro (odeio aquele lugar)...

Peguei o metrô sentido CAPÃO REDONDO (Sr. protegei-me!) e antes de chegar na primeira estação reparei o ar de cobiça de duas meninas que me chocou. Não sei se era cobiça pelo meu corpo ou se pelo meu relógio! Na hora me arrependi por ter me produzido e fiquei amaldiçoando Deus, por ter me dado tanta beleza. Poxa, Robs, nem pra me avisar que o caminho era daquele jeito, mas a viagem tava só começando... Desço na estação Campo Limpo (medo!), pego o ônibus “Embu Centro” (mais medo ainda), peço pro motorista que também é cobrador, me avisar quando chegar no famoso “Cercado Grande” e me sento, mas os demais usuários do coletivo me deram cada vez mais certeza de que eu deveria ter ido só com o RG e 10 reais no bolso de um modelito mais simples! (Pausa no texto para anotação mental: quando for à casa da Robs, não vá todo trabalhado... Voltamos ao nosso texto normal em 5,4,3,2,1...)

Eu: Robs, já peguei o ônibus, em quanto tempo chego aí?
Robs: Uns 20, no máximo 30 minutos.
Eu: Ta bom... Qualquer coisa te ligo.

Uma subida. Lojas de coisas artesanais. Floricultura. O ar muda. Luzes de SP ao longe (Adeus civilização...). Mato. Muro. Mais muro. Mais mato. Mais mato. Primeira pracinha deserta e eram só 18:00 horas. Mato. Muro. Mato. Medo. Eu me agarrando na mochila, segurando com mais força. Mato. Muro... Outra pracinha... Simpática, com crianças correndo... Ahhh, o interior, o doce ar do interior....

Velho-mal-encarado-sentado-ao-meu-lado-com-criança-feia-no-colo: Que horas são?
Eu (morrendo de medo e já pensando em entregar a carteira): 18h30min.
Velho-mal-encarado-sentado-ao-meu-lado-com-criança-feia-no-colo: Você conhece por aqui?
Eu (fodeu, um mais perdido que eu): Mais ou menos (Perdido, eu? Nunca!)
Velho-mal-encarado-sentado-ao-meu-lado-com-criança-feia-no-colo: Falta muito pro Pirajussara?
Eu: ... (lascou, um mais perdido que eu!)
Velho-mal-encarado-sentado-ao-meu-lado-com-criança-feia-no-colo: Falta muito pro Pirajussara?
Eu (fazendo cara de intelectual e olhando o relógio): Oh, se falta muito pra esse lugar aí eu não sei, mas pro Embu faltam 5 mins.
Velho-mal-encarado-sentado-ao-meu-lado-com-criança-feia-no-colo: ...

Esqueci de mencionar aqui que já tinha perguntado pro motorista-que-também-é-cobrador umas 500 vezes se faltava muito pro tal “Cercado Grande” e quando, educadamente, lhe repeti a pergunta pela 501º vez ele amigavelmente me respondeu: “Pode se sentar aí com calma que quando chegar eu aviso”.

Voltei a prestar atenção à paisagem: Muro. Mato. Boteco. Casa simpática. Muro. Mato. Mato. Mato. Asfalto na frente do ônibus. Mato. Escuro. Só os faróis do ônibus no asfalto sendo única luz. Mato. Faróis. Asfalto. Faróis. Asfalto. Mato. Estrada de terra. Quase morri, já tava vendo meu corpo estirado ensangüentado na beira do estradão enlameado após uma chuvarada, quando o bondoso cobrador-que-também-é-motorista virou à direita e mostrou novamente o asfalto. Ufaaa...

E o busão continua andando... Eu tava esperando a plaquinha “Bem vindos ao Embu, população 250 habitantes”, mas nunca chegava. Os muros somem. Escuro... Depois disso passei a reparar na paisagem que aparecia quando o escuro sumia: uma placa dizia “Shopping Embu”, vamos às lojas do recinto: Claro, blá, blá, blá, cinema... 2 salas. (O.o) 2 S-A-L-A-S?? Depois dessa plaquinha me senti como num citytour super convidativo: passei pela prefeitura do Embu, pelas obras de construção da ETEC do Embu, passei na frente do distrito policial do Embu e depois de tudo isso... Passamos pela buatchi mais fervida do Embu: O CAIPIRÃO. Ahhh, o caipirão... Mulheres VIP às quintas sertanejas! Não percam, leitoras!

Já estava quase dormindo quando paramos na frente de um boteco (aliás, outro, até parecia que tava dando voltas no mesmo lugar) e o motorista-que-também-é-cobrador grita: “Cercadão, é aqui.” Agradeci, desci, e liguei pra Robs... Ahhh, o Embu, lugar amigável, excelente para relaxar! Cheio de barzinhos. De Subidas. De escadões gigantes e escuros para se subir sozinho... Local super família a noite. Super recomendo idas ao Embu.

A festa foi boa e compensou total a viagem: karaokê, Mi ahazzando, eu e a Lili cantando o banho de chuveiro com direito a coreografia sexy e o pai da Robs entrando na parte da música que diz ‘deixando o sabonete escorregaaaaaar’, Robs cantando “Mulheres” - Martchéénho da Vila”, bolo de limão, lógico. Noite perfeita. Sinto muito por não ter comprado nenhuma camiseta “Fui no Embu e lembrei de vc!” pra Juzinha. Fica pra próxima, Laurinha! Só que não encontrei nenhuma plantação de chá de limão! Mas essa decepção é tema pra outra crônica!!...

Hoje, estou inteiro no meu trabalho e posso afirmar que “Robs Embu’s Tour 2009, eu fui!!!”

P.s.: e o tal Cercado Grande não existe. Só existe o “Mercado Cercadão! (kkkk)"
Texto (hilário) por Alan B. !


PS1: Embu das Artes não é interior minha gente, é Grande São Paulo! Uma simpática cidadezinha turística a 30 km do centro (dizem as propagandas). Super recomendo visitas aos domingos!
PS2: Cercado Grande existe, tenho certeza! É o nome do bairro! rs
PS3: Obrigada a todos pela presença, foi tão especial pessoas... snif
PS4: Agora que todomundo já sabe meu endereço completo, podem me fazer uma visita pra ajudar a terminar com a comida que sobrou! XD